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Papai Noel na Era Digital
Os négocios pela internet estão mais seguros e mais marcantes do que o ano passado
Varejistas prometem agilidade
Neste ano, as empresas virtuais juram que conseguirão entregar a tempo as compras de Natal. Desde de junho de 2000, empresas como a Americanas.com e o Submarino já estão se preparando para a demanda de fim de ano. Os varejistas pontocom ampliaram seus depósitos, contrataram novos funcionários, aumentaram o estoque. Foram investidos milhões de reais em logística.
Para se ter uma idéia, somente o Submarino, que teve problemas com a entrega dos produtos vendidos no Natal de 1999, investiu neste ano R$15 milhões em logística e sistemas. O Centro de Distribuição da empresa foi transferido para um novo endereço com mais de 15 mil metros quadrados e um estoque avaliado em R$10 milhões. Houve também contratação de novos funcionários, que mantêm o depósito funcionando 24 horas por dia.
Para garantir mais agilidade nas entregas, foram realizadas parcerias com os Correios e a empresa Total Express. De acordo com Luiz Elísio Melo, diretor Comercial e de Marketing do Submarino, a loja está entregando as mercadorias em 12 horas em São Paulo e ABC paulista, e em 36 horas no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba. Nas demais cidades, a entrega é feita em quatro dias úteis, ou, conforme o especificado no site.
A expectativa do Submarino, que vem recebendo mais de três mil pedidos diários nas últimas semanas, é atingir oito mil pedidos por dia na semana que antecede o Natal. "Quem realiza compras com cartão de crédito deve comprar até o dia 20 de dezembro para garantir que o presente chegue a tempo. Já para o pagamento com boleto bancário a melhor data para compra será até o dia 18", adverte Luiz Elísio. Isso ocorre porque os procedimentos internos da empresa para checagem de pagamentos feitos através do cartão de crédito são mais ágeis do que para os efetuados via boletos bancários.
A Americanas.com também aposta no crescimento das vendas. A loja, que está recebendo cerca de 1200 pedidos por dia, espera por um número cinco vezes maior durante esta semana. De acordo com Frederico Monteiro, diretor de Marketing da Americanas.com, não há riscos de atraso.
"Estamos preparados. A loja possui um Centro de Distribuição próprio, com 13 mil metros quadrados e com capacidade para 200 mil itens. Por causa do Natal, disponibilizamos aos nossos consumidores cerca de 30 mil itens, 4 mil a mais do que em outras épocas. Além disso, a empresa preparou um contingente de funcionários extras e todos os ajustes tecnológicos necessários para um atendimento exemplar aos consumidores", afirma.
Segundo Frederico Monteiro, os consumidores devem comprar, ao menos, com o prazo mínimo de três dias de antecedência. Para a Grande São Paulo, as compras feitas com cartões de crédito e aprovadas até às 20h do dia 23 serão entregues em 24 horas. Nas grandes capitais, como Belo Horizonte, as compras aprovadas até o dia 21 de dezembro às 20h serão entregues até às 20h do dia 24. Este prazo é válido somente para as compras pagas com cartão de crédito.
Mineiros dão os primeiros passos
Para aqueles que não querem se arriscar e preferem que os presentes de Natal estejam a seu alcance, a opção é comprar em lojas virtuais localizadas em Minas. O B2C (comércio eletrônico entre empresas e consumidor final) mineiro ainda está engatinhando, mas já existem lojas virtuais em funcionamento.
O ShopEXC, por exemplo, que está em processo de captação, já possui 78 lojas funcionando e deve chegar a 200 lojas em 2001. De acordo com seu diretor Geral, José Francisco Gomes da Silva, não há muitas expectativas para esse Natal, pois o shopping está em desenvolvimento. "Estamos visando o Natal de 2001", explica.
O portal possui parceira com os correios para a entrega de seus produtos. Os pagamentos são realizados diretamente com as operadoras de cartão de crédito e bancos, o que exclui o lojista desse processo e dá mais segurança aos consumidores. O shopping tem endereço físico em Belo Horizonte, o que facilita a entrega na capital.
O interior também está na Rede. O Center Shop, maior shopping de Uberlândia, lançou em 9 de outubro seu shopping virtual. Por enquanto, são apenas nove lojas vendendo pela Internet. O Center Shop atente somente aos moradores de Uberlândia e cidades vizinhas. As compras podem ser pagas através do Visanet, para quem possui cartões Visa; Bradesconet, para correntistas do banco Bradesco; ou, ainda, no momento da entrega do produto. Segundo o diretor executivo do shopping, Wanderson Rodrigues da Silva, esse não será o Natal do Center Shop, mas sim o próximo. "Estamos em crescimento. Temos mais de 15 mil usuários cadastrados e em novembro atingimos 4 milhões de pages view", explica. (K.T.)
Insegurança assusta internautas
Outro ponto fundamental para o sucesso do comércio eletrônico na Internet é a segurança. O medo de fraudes é um grande empecilho para o desenvolvimento do e-commerce. Para minimizar esse receio, diversos portais de peso do B2C (comércio eletrônico entre empresas e consumidor final) anunciaram em novembro uma aliança para tranqüilizar o internauta com relação à integridade de seus dados pessoais e da segurança das transações online. Os portais Amélia, Americanas.com, Shoptime, Submarino, UOL, IG, Terra, AOL, BOL, ZipNet e os bancos Itaú e Unibanco têm como meta deixar claro que a Internet é um meio seguro de se fazer compras. As empresas criaram o selo "Internet Segura", que será publicado na página principal dos sites participantes. Mais detalhes do programa podem ser consultados no site www.internetsegura.com.br.
De acordo com Epaminondas de Souza Laje, diretor da Planetarium, empresa que desenvolve soluções para o comércio eletrônico, o internauta deve ter alguns cuidados ao realizar suas compras. Em primeiro lugar, o usuário deverá verificar se o cadeado localizado no lado inferior direito da tela está fechado. Isso indica que o site é seguro. Em segundo, checar a idoneidade da loja em que está comprando.
"É mais seguro dar preferencia às lojas reais e conhecidas", alerta.
Por último, a dica é evitar o pagamento com cartão de crédito quando os dados permanecerem com o lojista. "As formas de pagamento automáticas, em que a transação é feita diretamente com as operadoras de cartões de crédito ou bancos conferem mais segurança aos internautas", explica. "Por enquanto, somente o Bradesco e o Visa disponibilizam esse serviço", complementa.
Para Epaminondas, os cartões virtuais são tão seguros quantos os cartões de créditos normais. A diferença é o baixo limite do cartão virtual, o que impede realização de grandes compras. A desvantagem do boleto bancário seria a necessidade de deslocamento do consumidor, caso o mesmo não possua conta em um banco com serviços pela Internet.
E os navegantes devem realmente ficar atentos. O Procon alerta que não há legislação específica para estas novas relações estabelecidas no mercado de consumo. O judiciário brasileiro ainda se vê às voltas com dúvidas acerca da aplicação da legislação adequada aos crimes cometidos pela Rede. Segundo Alan de Matos Jorge, consultor jurídico do Procon em Belo Horizonte, a maior dificuldade para solucionar os problemas resultantes dessas transações é a falta de dados. Como o negócio é realizado pela Internet, o consumidor não conhece o endereço físico da empresa, não possui contrato de serviços nem o número do cadastro da empresa, o CGC. A recomendação do Procom é não fazer compras on line ao menor sinal de obscuridade. (K.T.)
Sites buscam menor preço
Em muitos aspectos, fazer compras pela Internet é muito mais simples e prático do que o método convencional. Além da comodidade de comprar sem sair de casa ou do escritório, a Rede trás várias outras facilidades. Os sites de pesquisa de preço, por exemplo, são uma dessas vantagens. A busca do preço mais baixo está a um clique de distância.
Buscapé, Liquidando, Kelkoo e Bondfaro são alguns dos sites de pesquisa de preço que o internauta pode consultar. A navegação em todos eles é muito simples: basta escolher o produto desejado. Por exemplo: uma patinete, a nova mania da garotada, pode ser encontrada na seção brinquedos ou, ainda, através da ferramenta de busca. Depois que o brinquedo é localizado, aparece uma tela listando os preços e as lojas onde ele pode ser comprado.
O site Buscapé utiliza o software spider para varrer, todas as madrugadas, as 190 lojas cadastradas à procura do menor preço. A página é completa, possui bastante informação sobre os produtos e sua pesquisa apresenta variedade. Através dele, o consumidor fica sabendo qual lojista entrega no prazo ou aceita devoluções, por exemplo.
No Liquidando, os dados são coletados por uma equipe de pesquisas, que expõe as ofertas em forma de vitrine virtual. O Bondfaro, que tem como mascote um cachorro da raça Bloodhound, famoso por seu faro, também utiliza um software-robô para as pesquisas de preço. É um site um pouco mais confuso que os outros, mas isso não interfere muito para localização dos produtos. Já o Kelkoo, tem em seu banco de dados mais de 25.000 lojas online e utiliza o robô "buscaproduto" para a realização de suas pesquisas. Outro diferencial é que o site contém produtos de vários países e não somente do Brasil. (K.T.)
Compra virtual, economia real
Que a Internet é um meio muito mais simples para a busca e compra de produtos, isso é inegável. Mas e o preço? Muitos consumidores ficam receosos em comprar pela Internet por achar que o valor do frete irá tornar o produto mais caro do que em lojas reais. Ledo engano. Pelo menos em relação a CDs e livros, os preferidos do consumidores internautas, a compra virtual é uma grande vantagem. Os preços pela Web, mesmo com frete incluído, chegam a ser 30% mais baratos do que nas lojas reais.
O Info.com realizou uma pesquisa simulando a compra do CD Maquinara, lançamento do grupo Skank, em várias lojas virtuais e reais. O resultado foi surpreendente. No site do 'Submarino' por exemplo, o Maquinara está sendo vendido por R$15,90, mais frete de 3,80, somando um total de R$19,70. As 'Americanas.com' estão vendendo o produto pelo mesmo preço, mais frete de R$3,41. O preço pago, portanto, é R$19,31. Caso o consumidor prefira comprar in loco, ou seja, em uma das Lojas Americanas de sua cidade, pagará R$ 21,90 pelo mesmo CD. Na 'Siciliano', o Maquinara está custando R$ 24,90, com frete incluído. Já nas lojas reais, Sem Nome e Som Maior, o lançamento está sendo vendido a R$27,90 e R$29,90, respectivamente.
A diferença do preço cobrado pela Americanas.com, o mais barato da pesquisa, e o da Som Maior, o mais caro, foi de R$10,59. Esse valor permitiria ao internauta adquirir um novo CD, mais popular, como das coleções Milênio ou Acervo. O CD do Zeca Pagodinho, da coleção Focus, por exemplo, está custando na Americanas.com R$7,90, e o frete dos dois CDs não ultrapassa o valor de R$5,00. Outra vantagem proporcionada pelas Americanas.com é o frete gratuito para compras acima de três CDs ou DVDs. (K.T)
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