Mercado de handhelds crescerá 60% no Brasil até 2004
Recente pesquisa da International Data Corporation (IDC) Brasil estima que o mercado brasileiro de handhelds crescerá 60% até 2004. A pesquisa prevê ainda, que com a popularização da tecnologia sem fio, até o final de 2001, cerca de 15% dos handhelds disponíveis no País estarão capacitados para acessar a Internet via wireless.
Segundo a IDC, das 78 mil unidades de handhelds vendidas ano passado, 15 mil são PC companions, ou seja, são mais robustos e vêm, geralmente, com teclado embutido. A maioria restante, 63 mil, são personal companions, que na maioria dos casos possuem capacidade limitada de expansão e, geralmente, podem ser transportados no bolso e dotados de caneta para o acesso ao teclado.
Até o final de 2000, o instituto calcula que 129 mil unidades sejam vendidas, sendo 109 mil personal companions e 20 mil PC companions. A previsão para 2004 é que um total de mais de 617 mil handhelds sejam comercializados, sendo 581 mil da categoria personal companions e 36 mil PC companions. Entre 1999 e 2004, a média de crescimento anual de PC e personal companions seja de 18,4% e 56,1%, respectivamente.
Entre outros dados da pesquisa, que se refere a sistemas operacionais, o estudo revela que, dos equipamentos comercializados no Brasil em 1999, apenas 15% tinham o Pocket PC (antigo Windows CE) instalado, enquanto 73% possuiam o sistema Palm. Segundo a estimativa da IDC, este cenário mudará até 2004 e o Pocket PC ganhará cada vez mais espaço neste segmento. Até o final deste ano, 19% dos handhelds disponíveis no Brasil deverão vir acompanhados do SO da Microsoft, índice que aumentará para 38,9% em 2004.
O instituto mostrou que, até o primeiro semestre deste ano, 62% das vendas de PC companions foram feitas através das revendas e 33% foram comercializados diretamente. O setor de varejo foi responsável por 28% das vendas de personal companions no mesmo período, com 58% das vendas.
Para Ruy Mendes, country manager da IDC Brasil, a conclusão do estudo, que reúne dados até o primeiro semestre de 2000, é que os setores industrial e financeiro são os que mais utilizam handhelds atualmente, mas os usuários finais já representam 21% dos compradores no Brasil.
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